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» 08/10/2010 - Campanha Salarial 2010/2011 - Jornada de 40 horas em Joinville. Porque não?

PARA EMPRESÁRIOS DA ÁREA DE INFORMÁTICA, PROCESSAMENTO DE DADOS E SIMILARES, TRABALHADORES DE JOINVILLE DEVEM TRABALHAR MAIS QUE OS TRABALHADORES DE SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, CURITBA E REGIÃO METROPOLITANA.

 

POSICIONAMENTO DO SEPIJ (SINDICATO PATRONAL):

O Sindicato Patronal representado nas reuniões de negociação da convenção coletiva de trabalho 2010/2011 pelos Srs. Alessandro Piccoli, Ivo Birckholz, Sandro Alves Eda e Sras. Karin S. Pahl Shmidlin e Laudiceia Fernandes da Rosa, que respondem por 188 empresários da cidade de Joinville são unânimes quando da discordância da redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais, baseando-se principalmente na recomendação da FEDERAÇÃO NACIONAL DA INFORMÁTICA (FENAINFO), que é contra a redução, mesmo que no site da dita instituição lê-se apoio a redução de jornada, o presidente do Sindicato Patronal justificou que o apoio publicado, foi obra de uma pessoa não autorizada pela FENAINFO a publicá-la e já foi solicitada a sua retificação. Vale lembrar que a convenção coletiva de SP já prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais a partir de janeiro de 2011, no entanto, para uma das maiores empresa de informática do Brasil, o trânsito também justifica a diferenciação dos profissionais paulistas em relação à jornada dos profissionais de Joinville. Salientamos contudo que a redução de jornada em São Paulo, vale para todo o Estado, evidentemente incluindo as cidades de Campinas, Limeira, Jundiaí, Sorocaba e Ribeirão Preto,  ocorrendo também para todo o Estado do Rio Janeiro, Curitiba e região metropolitana.

 

POR QUE OS TRABALHADORES DE JOINVILLE PRECISAM TRABALHAR MAIS?

A reivindicação do SindPD Jlle e região, aprovada em Assembléia, de reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, vem sendo embasada/substanciada, principalmente pela importância que os cerca de 2000 trabalhadores de informática da região representam tecnicamente no contexto brasileiro e mundial (Brasil, América do Sul, América do Norte, América Central, Europa, Ásia, África e Oceania). Em Pernambuco a jornada é de 40 horas semanais, em nossa vizinha cidade de Curitiba e região metropolitana a jornada já foi reduzida a mais de 10 anos, o estado do Rio de janeiro conseguiu este beneficio em 2007 e em São Paulo, a partir de janeiro de 2011 to­dos os trabalhadores reduzirão a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. Mas não é somente em nossa categoria que a redução foi possível, mais de 37000 trabalhadores da indústria farmacêutica e 5000 trabalhadores metalúrgicos em São Paulo conquistaram esta vitória.

 

 

Veja abaixo dados relacionados à importância que vem tendo a nossa área de serviço no contexto geral.

 

Área de TI cresce mais que o PIB do Brasil

Segundo estimativas da associação de empresas do ramo, o setor cresceu de 6% a 7% no ano passado e teve faturamento de US$ 140 bilhões. Até as exportações aumentaram.

Agência Brasil

Rio de Janeiro - O setor brasileiro de tecnologia da informação (TI) cresceu em 2009 “acima do que se poderia imaginar”, disse hoje (08) à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira das Empresas de TI e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil. Dados preliminares divulgados pela entidade indicam que o setor cresceu acima da economia, mostrando expansão de 6% a 8%.

“O volume de faturamento também foi robusto”, disse Gil. Ele estimou que somente o setor de TI, excluindo telecomunicações, deve ter faturado cerca de US$ 65 bilhões, “o que faz com que o Brasil seja, provavelmente, o oitavo maior mercado de TI do mundo”. Incluindo telecomunicações, o faturamento do setor deve se aproximar de US$ 140 bilhões, “o que vai representar de 7% a 8% do Produto Interno Bruto (PIB)”, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país.

No que se refere às exportações, a Brasscom espera que as operações tenham alcançado US$ 3 bilhões, revelando aumento em relação aos US$ 2,2 bilhões exportados no ano anterior. Antonio Gil destacou, porém, que o crescimento “ainda é pequeno frente aos US$ 50 bilhões de exportação [de sofwares, isto é, programas de computador, e de serviços de TI] da Índia”.

Antonio Gil informou que a tendência do setor é se deslocar para o interior do país, em particular para o Nordeste. Locais como Recife, Salvador, Campina Grande e Fortaleza, além de Curitiba e o interior paulista, são atrativos. “A competência brasileira está totalmente difundida pelo país. Mas, no interior, existe um interesse muito grande de atrair empresas desse setor”, afirmou.

Várias prefeituras têm procurado a Brasscom interessadas em sediar empresas de TI. Para isso, oferecem benefícios, como redução de Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), “às vezes colocando facilidades à disposição das empresas que queiram se instalar ali. Então, você vai ter um grande desenvolvimento fora dos grandes centros do Rio de Janeiro e São Paulo, que são muito caros”, acrescentou Gil.

http://www.anba.com.br/noticia_tecnologia.kmf?cod=9379600

 

  

POSICIONAMENTO DO SINDPD JLLE E REGIÃO (SINDICATO DOS EMPREGADOS):

A Diretoria do Sindicato dos Empregados lamenta profundamente a falta de visão abrangente e estratégica do empresariado Joinvillense, que reclama da falta de profissionais qualificados para a área, e paralelamente não admite conceder a redução da jornada de trabalho conforme os estados concorrentes (SP, PR e RJ). Desta forma, assiste pacificamente o descontentamento e a evasão dos profissionais para estes estados, não só para a área de serviços como também para outras áreas que já concedem jornadas de trabalho de 40 horas semanais, com melhor remuneração e são menos estressantes que o segmento de Informática.

 

Diretoria SindPD Jlle e região.

 

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